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Homeopatia é diferente de Fitoterapia? Descubra a seguir

Em nosso curso de Assistente de Farmácia, temos a disciplina Terapias alternativas e Fitoterapia, que contempla um módulo de 32 horas. Mas antes de iniciar o curso é natural diversas dúvidas.  Esclareça já, algumas de suas dúvidas sobre Homeopatia, esta Terapia Alternativa tão difundida. 

1)               Quais são as vantagens da homeopatia?

A homeopatia não é uma terapia miraculosa, mas costuma ser uma alternativa para quando os tratamentos convencionais não funcionam.
Segundo especialistas, essa é uma forma de tratamento que contempla a totalidade do ser humano e não apenas as doenças isoladas. Além disso,  é um tratamento menos agressivo que atua pelo estímulo energético e não pelo efeito químico de drogas, e pode ser curativo ou preventivo. Não existe contra-indicações, para esse tipo de tratamento, mas em caso de doenças graves, ele deve ser adotado apenas como mais um aliado – não convém recorrer à homeopatia como substituta aos tratamentos tradicionais.

2)               Em geral o tratamento demora mais que o convencional?
     Os resultados do tratamento podem demorar mais ou menos tempo para se efetivarem. Mas há diferenças entre o tratamento de uma doença aguda e o de uma doença crônica. Nas doenças agudas, a melhoras do paciente costuma ocorrer muito mais rapidamente do que quando tratado com drogas ou medicamentos alopáticos (tradicionais). Já no caso de doenças crônicas, a melhoria é lenta e progressiva. Por outro lado, do ponto de vista alopático, esse tipo de doença nunca termina e prolonga-se até a morte do paciente. Sendo assim, o tratamento homeopático, mesmo que dure dois ou três anos, é muito mais rápido se surtir efeito.






3)          O que eu posso tratar com  homeopatia?
Os problemas que mais levam as pessoas a procurar esse tipo de tratamento são aqueles com freqüência recorrência, com alergias, reumatismo, fadiga crônica, problemas psicológicos(Insônia, depressão, dificuldade de concentração), respiratórios (asma, bronquite) digestivos, gripes e resfriados. A terapia homeopática pode auxiliar no controle e na remissão das crises, havendo casos em que se chegou até ao desaparecimento dos sintomas. Em uma enquete realizada na Europa com pessoas que já recorreram a tratamentos homeopáticos, grande parte dos entrevistados relataram melhoras em problemas de ordem geral, poucos específicos ( mal-estar e cansaço, por exemplo).

2  4)A homeopatia trata de doenças como câncer e Aids?
A homeopatia não trata diretamente essas doenças, mas apenas alguns de seus sintomas. No caso do câncer, o que os homeopatas afirmam que o tratamento faz com sucesso é proporcionar uma grande melhora no estado geral e reduzir o sofrimento dos pacientes terminais. Algumas técnicas da homeopatia, associada a outras terapias, têm dado maior conformo e prolongado o tempo de vida de pessoas com a doença. Mas o prognóstico para os pacientes portadores de câncer em estágio avançado é muito restrito, independente da técnica terapêutica empregada. Com relação à Aids, o progresso que se vem conseguindo, ainda segundo especialistas da área, é no retardamento da aparição dos sintomas – ou sjea, ajudando a manter a imunidade por mais tempo.

  5)Uma vez que se inicia o tratamento homeopático, deve-se tomar o medicamnto para o resto da vida?
Nem sempre. O tratamento começa com uma grande freqüência de doses mas, com o controle dos sintomas e a melhora clínica do paciente, os intervalos entre as dosagens vão aumentando. A maioria das terapias homeopáticas visa evitar que as doenças ocorram (prevenção), mantendo o paciente em um estado de saúde estável. Assim, caso os sintomas não voltem a se manifestas, os medicamentos podem acabar sendo suspensos.
    6)Preciso de alguma receita para tomar homeopatia?
Existem alguns medicamentos homeopáticos que podem ser comprados sem receitas nas farmácias, mas para vários deles é necessária uma prescrição médica. Há uma falsa idéia de que, pelo fato de ser natural, a homeopatia pode ser usada de forma indiscriminada. Deve-se saber, entretanto, que, mesmo na homeopatia, a auto-medicação pode não resolver o problema e até causar outro.
 
7) Todo medicamento Natural é considerado Homeopatia?
O uso de ervas e chás não é homeopatia, e sim, fitoterapia. Quando se faz uso de ervas, geralmente, utiliza-se água quente para extrair o princípio ativo e, em seguida, o chá é tomado. Na homeopatia, primeiro extrai-se o princípio ativo, depois ele é diluído e agitado (dinamizado) para, segundo os homeopatas,  agregar potência (energia) à substância. Chama-se de “potência” o número de vezes que a substância foi dinamizada: quanto mais dinamizado, mais potente é o medicamento. As principais formulações farmacêuticas são os glóbulos (esferas brancas feitas de açúcar) e  é a forma líquida, mas há, ainda, prescrição em comprimidos, pastilhas e pó. O médico pode também prescrever o medicamento no “método plus”, que consiste em diluir gotas ou glóbulos em um copo com água e tomar a mistura depois de agitá-la.


O outro lado da moeda
                                                                Algumas entidades condenam a homeopatia como “heresia e engodo do paciente”. Vários experimentos tentaram comprovar  os efeitos dos medicamentos homeopáticos. No entanto, nenhum resultado que pudesse conquistar a confiança da comunidade científica foi alcançado até agora.
Alguns estudiosos sustentam que o sucesso da homeopatia não se deve ao efeito dos remédios, mas à orientações sobre estilo de vida que o homeopata dá durante as longas consultas, da relação de confiança entre médico e paciente, e na crença no medicamento. Em muitos casos, a simples expectativa positiva do paciente pode reduzir a sensação de dor.

 (Fonte: Extraído do Artigo publicado na revista PRO TESTE ano VI – número 57)

Genéricos: Perguntas e Respostas

Dedicamos este artigo à todos os estudantes de Assistente de Farmácia das Redes Sistema Novo DF
1. O que são medicamentos genéricos?
O medicamento genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país, podendo este ser intercambiável. O Ministério da Saúde através da ANVISA, avalia os testes de bioequivalência entre o genérico e seu medicamento de referência, apresentados pelos fabricantes, para comprovação da sua qualidade.

2. O que são medicamentos similares?
Os similares são medicamentos que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência (ou marca), mas não têm sua bioequivalência com o medicamento de referência comprovada.

3. O que são medicamentos de referência?
São, normalmente, medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião do registro junto ao Ministério da Saúde, através da ANVISA. São os medicamentos que, geralmente, se encontram há bastante tempo no mercado e tem uma marca comercial conhecida.

4. Como identificar os três tipos de medicamentos existentes no mercado brasileiro: os genéricos, os similares e os de marca?
A diferença está na embalagem. Apenas os medicamentos genéricos contêm, em sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que os identifica, a frase "Medicamento genérico - Lei 9.787/99". Além disso, os genéricos vão passar a ser identificados por uma grande letra "G" azul impressa sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto. É o que estabelece a Resolução RDC nº 47, de 28 de março de 2001.

5. O medicamento genérico tem o mesmo efeito do medicamento de marca?
Sim. O medicamento genérico têm a mesma eficácia terapêutica do medicamento de marca ou de referência. O medicamento genérico é o único que pode ser intercambiável com o medicamento de referência, visto que foi submetido ao teste de bioequivalência.

6. Quem faz os testes que possibilitam que um produto receba o registro de genérico?
Os testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência são realizados em centros habilitados junto à ANVISA.

7. O que é o teste de equivalência farmacêutica?
Segundo a legislação brasileira, o medicamento genérico deve ser equivalente farmacêutico ao seu respectivo medicamento de referência, ou seja, deve conter o mesmo fármaco, na mesma dosagem e forma farmacêutica. O teste de equivalência farmacêutica é realizado "in vitro" (não envolve seres humanos), por laboratórios de controle de qualidade habilitados pela ANVISA.

8. O que é o teste de biodisponibilidade?
A biodisponibilidade relaciona-se à quantidade absorvida e à velocidade do processo de absorção do fármaco liberado a forma farmacêutica administrada. Quando dois medicamentos apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo, sua eficácia clínica é considerada comparável.

9. O que é o teste de bioequivalência?
O teste de bioequivalência consiste na demonstração de que o medicamento genérico e seu respectivo medicamento de referência (aquele para o qual foi efetuada pesquisa clínica para comprovar sua eficácia e segurança antes do registro) apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo. A bioequivalência, na grande maioria dos casos, assegura que o medicamento genérico é equivalente terapêutico do medicamento de referência, ou seja, que apresenta a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao mesmo.

10. O que é princípio ativo?

É a substância existente na formulação do medicamento, responsável pelo seu efeito terapêutico. Também denomina-se fármaco.

11. Como devem atuar os médicos, no momento da prescrição da receita?
A prescrição com a denominação genérica do medicamento é obrigatória somente no serviço público (SUS). Nos demais casos, ficará a critério do profissional responsável, podendo ser realizada sob nome genérico e/ou comercial.

12. O médico pode proibir a troca do remédio de marca pelo medicamento genérico?
O profissional poderá restringir a substituição do medicamento de referência pelo genérico (intercambialidade); todavia, esta orientação deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara e legível.

13. Se na farmácia não tiver o medicamento genérico, como o usuário deve proceder?
O usuário deve solicitar ao farmacêutico orientações quanto à substituição do medicamento, conforme a prescrição, ou procurar outro estabelecimento que possua o medicamento genérico prescrito.

14. Qual a vantagem de comprar o medicamento genérico?
Pela comprovação da boa qualidade do medicamento genérico, atestado pela ANVISA, e pelo menor custo, em relação ao medicamento de referência.
. Por que a compra do medicamento pelo princípio ativo fará baixar o preço do medicamento?
Os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento, visto que as formulações já estão definidas pelos medicamentos de referência e que servirão de parâmetro para a fabricação. Outro motivo a ser considerado diz respeito ao marketing. Os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam fazer propaganda, pois não há marca a ser divulgada.

16. É preciso receita médica para comprar um medicamento genérico?
Sim. Qualquer medicamento, exceto os de venda livre, seja de marca, similar ou genérico deve ser vendido mediante prescrição médica. A auto medicação é uma prática perigosa.

17. Em que outros lugares do mundo os genéricos já foram implantados? Deu certo?
Os Estados Unidos e muitos países da Europa já adotam políticas semelhantes há mais de 20 anos.
O mercado mundial de medicamentos genéricos cresce, aproximadamente, 11% ao ano. Nos Estados Unidos, a participação do receituário de genéricos alcançou cerca de 42% das prescrições. Os EUA, o Japão e a Alemanha representam cerca de 60% do mercado mundial de genéricos, cuja expansão é inevitável.
Os medicamentos vendidos pelo nome do princípio ativo deram tão certo, que o mercado de genéricos representa 72% do receituário médico, nos EUA, a um custo médio de 30% mais barato em relação ao medicamento de marca.

18. As indústrias estrangeiras instaladas no Brasil fabricam mais similares ou genéricos? E as nacionais?
As indústrias farmacêuticas estrangeiras, instaladas no Brasil, fabricam mais medicamento de referência ou de marca, porque fazem pesquisas em grandes centros de alta tecnologia no seu país de origem, com grande capital de giro para investir. No entanto, as referidas indústrias produzem similares e podem produzir genéricos. As indústrias nacionais têm maior produção de medicamentos similares. Atualmente, os medicamentos genéricos já fazem parte da produção nacional.

(artigo retirado do site: URI)

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