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O professor deve ser aquele que instiga - Marco Silva

Pingue-Pongue – O professor deve ser aquele que instiga

Não é preciso contar com engenhocas tecnológicas em sala de aula para formar cidadãos do novo milênio. Até debaixo de uma árvore, sem quadro negro ou carteiras, o professor troca a transmissão de informações pelo papel de provocador no processo de construção de conhecimento pelo alunado. Não é uma proposta mágica, mas tem dado certo, conforme Marco Silva, sociólogo e doutor em educação pela Universidade de São Paulo entrevistado pelo Correio da Bahia. Autor do livro Sala de aula interativa (Rio de Janeiro: Editora Quartet), com segunda edição lançada em Salvador, o professor diz que não basta universalizar o acesso à escola para solucionar o problema da educação no país, critica a progressão continuada e avaliações como o vestibular e diz que o professorado não está preparado para esta nova escola. Leia a seguir o resultado de duas horas de bate-papo.

Correio da Bahia - O senhor acaba de lançar a segunda edição do livro Sala de aula interativa, em Salvador. O que o senhor chama de sala interativa?

Marco Silva - É aquela que foge ao modelo que, segundo Pierre Lévy - o filósofo da internet -, funciona há cinco mil anos centrado no mesmo paradigma da transmissão no falar, no ditar do mestre. Mesmo com televisor ou computador, o professor adota sempre o paradigma da transmissão. A sala de aula que proponho é aquela onde o professor, o aluno, as tecnologias, os conteúdos estarão todos em movimento interativo. Nela, não existe mais a transmissão fechada, de conteúdo fechado, de livro didático fechado. Convoca-se o aluno para criar conhecimento.

CB - Então, a proposta do senhor utiliza o pilar do famoso construtivismo - a construção do conhecimento pelo aluno?

MS - A sala de aula interativa vai além disso porque, enquanto o construtivismo não investe numa teoria da comunicação, a interatividade proposta por mim é necessariamente teoria da comunicação. O construtivismo propõe um salto de qualidade, mas peca porque não tem investimento em comunicação. Venho trazer esse investimento.

CB - Qual o papel do professor neste cenário?

MS - Ele é o provocador, arquiteto de percurso, proponente de uma idéia ou provocação. O professor deve ser aquele que instiga à comunicação e ao conhecimento, deve ser diferente daquele que a gente conhece como vítima dele (que transmite informações, reproduz o discurso dos livros). O aluno de uma sala de aula interativa lança mão das informações disponibilizadas para criar o próprio conhecimento.

CB - A gente ainda não tem um aluno formado por este novo modelo. Qual será a vantagem do estudante submetido a esta proposta interativa, em relação aos demais?

MS - Desde o século XVIII, se diz que a escola é local privilegiado para formar cidadão. No entanto, neste antigo modelo, a transmissão já pressupõe o estudante passivo. Há uma contradição enorme. Como eu vou formar um sujeito ativo, comunicativo, participativo, que fala e se posiciona, se ele é um aluno travado numa carteira e com um professor que tem a fala e distribui a informação? A sala de aula interativa é como um site. A sala de aula tradicional e a TV utilizam o mesmo paradigma de transmissão de informação para a massa. A TV é um espaço de transmissão, enquanto o site permite adentramento e manipulação, pressupõe um sujeito ativo. A perspectiva da interatividade está muito mais próximo da formação do cidadão, do sujeito ativo, capaz de falar.

CB - Todos os conteúdos podem ser trabalhados nesta nova perspectiva?

MS - Sem exceção. Já há professores em Salvador que ensinam matemática e não ficam simplesmente ditando fórmulas. Eles provocam os alunos a exercitar a produção de fórmulas, a chegar ao conceito com atividades práticas. Colocam a situação e o aluno sai da cadeira dele como se a sala fosse uma oficina de trabalho.

[...]

CB - O estudante está preparado para este novo modelo?

MS - As novas gerações já vêm se acostumando com videogame e controle remoto há algum tempo. Chega o momento em que elas se deparam com o mouse, numa progressão onde o sujeito se torna cada vez mais operativo. Com o mouse, pode-se adentrar à tela. Isso tudo gera a necessidade de uma sala de aula que possa contemplar esse sujeito ativo ou interativo. A interatividade já convoca a articulação emissão-recepção na construção do conhecimento e da própria comunicação.

[...]

Fonte
CELESTINO, Mônica. Pingue-Pongue: o professor deve ser aquele que instiga. [S.l.: s.n.].

MEIO AMBIENTE. Uma questão muito importante.

Leitores, 

Recebi um e-mail muito especial do professor Fernandes de Práticas Administrativas da Unidade Guará. 

O texto não é dele (autor desconhecido), ele apenas repassou, mas o conteúdo é tão consistente para os dias atuais que resolvi postar no blog para que todos possam refletir. 

Quero agradecer ao professor Fernandes pela contribuição e por sempre nos enviar e-mails tão interessantes!!!

Também tomei a liberdade de acrescentar situações que vivenciei em minha adolescência ou infância no fim do texto e gostaria de sugerir que todos vocês comentassem também situações que fizeram parte de sua geração que hoje é impensável. 

Será um prazer ouvir a todos!

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma
vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração
não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.


- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se
preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as
garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos
à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e
esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas,
usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos
escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro
de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois
quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.
Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas
descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não
nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é
que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as
roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre
novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles
dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não
uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço,
não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado
como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia
máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um
pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo,
não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para
começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina
apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que
exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a
uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio
ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em
vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de
comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora
todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou
sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as
pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas
ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi
24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de
tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós
não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas
de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.



Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente,
mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na
minha época?

* lembro-me que nunca tive celular em minha infância e juventude...nem meus pais, e o mais interessante, ninguém nunca morreu por isso! Era engraçado como sabíamos onde todos estavam e como estavam. Em minha geração, rádio e TV era para se ouvir ou assistir em casa ou na casa dos amigos e não nas ruas, no ônibus e nos carros. (shirlene Martins)
*Nossa gente! Na minha época tinha uma coisa impagável: Marcávamos para fazer o trabalho de escola na biblioteca (ou na casa dos amigos), tínhamos que pesquisar enciclopédias imensas ou livros fantásticos, e isso era o melhor momento da semana, encontrávamos os amigos, sorríamos juntos e "crescíamos" juntos. Não tinha internet, ou melhor, não tinha o GOOGLE, que nos oferece "todas" as respostas. Hoje não precisa mais de reunião em biblioteca, cada um pesquisa sua parte na internet, envia por email(que benção), alguém monta tudo e pronto! Eu adoroooooooooooo Internet, amo as facilidades do Google, mas não troco àqueles encontros "extra" escola, por nadaaaaa nesta vida!(shirlene Martins)




(Bibliotecária - Edna Phillipi
CRB-8/ 5086
)

*Conte a lembrança de sua época também!!!! Estou aguardando

Acredite em Você! Você já é um vencedor!!






A vida é uma sucessão de batalhas desde o seu início. Para poder viver, todos os seres humanos tiveram que passar pelo "concurso" mais disputado do mundo.

Ao entrar nesse "concurso" o ser humano tinha o seguinte tamanho: 1/1500 cm. Os candidatos a vida eram no mínimo 40 milhões de seres humanos em potencial. A posição que cada um ocupava era a de 0,000.000.04. Nunca o ser humano esteve tão perto de ser um zero a esquerda, um "zé ninguém". Chegar na frente de todos os outros concorrentes e acertar o "alvo" (óvulo materno), fazendo uma comparação de distância, segundo Augusto Cury: foi como sair a nado da Europa até os EUA e atingir um alvo pequeno como um ovo de páscoa. Para chegar a essa primeira meta, o ser humano teve que ser o melhor "nadador" e "arqueiro" do mundo.

Ao chegar ao óvulo materno o ser humano já teve que aprender a trabalhar em equipe para poder dar certo na vida. Essa união de células masculinas e femininas formou o código genético de um outro ser humano para brilhar no palco da vida: você!

Na lógica da vida, dividir é somar. No momento em que a divisão celular começou acontecer, foi mais um sinal do sucesso humano. Do seu sucesso. Das suas vitórias.

Durante o tempo de gestação o ser humano viveu no lugar mais confortável do mundo: o útero materno. No entanto, era um mundo muito pequeno para as aspirações humanas.

Nessa primeira fase da vida humana acontecem as batalhas, as lutas, as aspirações pela vida.

Sair do estado de conforto para nascer é mais um ato de coragem que o ser humano vive.

Nascer condiciona o homem e a mulher a saberem que são vencedores desde o início.

E como a vida não foi criada para ser estática, permancer em um status quo, o processo de desenvolvimento humano é natural. Os tempos mudam. Surgem novos desafios e objetivos.

A vida é belíssima. No filme A Vida é Bela, com perfeição artística Roberto Beningni (roteirista, diretor e ator principal do filme) consegue conciliar dois aspectos tão antagônicos como o encantamento pela vida e os horrores de uma guerra. Nem mesmo a feiura de uma guerra é capaz de tirar o brilho da vida.

Com muita sabedoria e propriedade de gente grande, uma menina que certa vez foi perguntada pelo jornal Le Monde, o que era preciso fazer para vencer as adversidades da vida, respondeu: para vencer as adversidades da vida é presico crer, sorrir e lutar.

A resposta para essa pergunta estava no contexto da sua vida. Essa menina tinha nascido em um país no continente africano que estava em guerra civil e o mais impressionante é que ela tinha nascido sem os dois braços e sem as duas pernas. Esse cenário em que a sua vida acontecia, não foi capaz de lhe tirar a perspectiva e a esperança com relação a um futuro melhor.

O grande Carlos Dummond de Andrade escreveu em seu poema No Meio do Caminho:
"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho..."

Para não perder a beleza e o encanto da vida, grandes homens e mulheres removem, passam ao redor, ou então, usam as pedras no caminho da vida para construir as suas histórias de sucesso e superação. Sabem que é preciso superar os obstáculos para chegarem a vitória.

É preciso ter motivação, perseverar, insistir. A beleza da vida também se revela nas adversidades. O grande diferencial é a maneira como cada um responde aos intepéries que acontecem.

A vida sempre nos cobrará descisão, criatividade, coragem diante das mais diversas situações. A vida é uma sucessão de batalhas. Não se faz um vencedor que sustenta sua vitória, o seu sucesso da noite para o dia. O desafio de superar etapas é parte da vida do ser humano.

As adversidades de hoje podem ser vencidas. O ser humano é vencedor desde o início!

Siga nossos conselhos: Acredite em Você, estude para Concurso Público e conquiste uma carreira promissora e estável.

Ainda hoje lançaremos uma promoção IMPERDÍVEL para quem deseja se preparar para uma carreira pública. É uma oferta de estudo com os melhores professores, o melhor conteúdo a um valor irresistível. Nosso primeira remessa de estudos foi um sucesso, e agora conseguimos uma negociação com descontos avassaladores! Você não pode perder a oportunidade. Aguarde!

SAÚDE FÍSICA = QUALIDADE NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

Algumas dicas para ter uma boa saúde física
1. Hábitos alimentares saudáveis
2. Prática de atividades físicas regulares
3. Boa administração do seu tempo diário
4. Boa saúde psicológica.


1. Hoje é sabido que uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para uma boa saúde física de qualquer indivíduo! Hábitos alimentares saudáveis desde a primeira infância evitam que muitas doenças desenvolvam-se, mesmo em um paciente pré-disposto, ou seja, que tenha tendência genética (de família) a alguma doença. Doenças como: gastrites, úlceras, prisão de ventre, enxaquecas, hipertensão arterial, diabetes, aterosclerose e até alguns tipos de cânceres, são evitáveis através de bons hábitos alimentares.
Então, a alimentação diária deve conter todos os elementos essenciais (proteínas, carboidratos, lipídeos, vitaminas, sais minerais e outros elementos), e em quantidades adequadas, de acordo com a idade, peso e atividades do paciente, devendo ser evitados todos os alimentos prejudiciais à saúde como: alimentos muito processados e/ou industrializados, alimentos ricos em colesterol, açúcar e sal, alimentos mal conservados ou higienizados e aqueles que cada paciente sabe que não lhe faz bem.
Para melhores orientações, procure um nutricionista, os quais podem ser encontrados em muitos Postos do SUS.

2. Também é de conhecimento geral, que atividades físicas regulares, ou seja, no mínimo, três vezes por semana por meia hora, são muito importantes para manter o corpo saudável e ativo. O ideal, no entanto, é que se pratique atividade física todos os dias, como uma pequena caminhada de quinze minutos por dia, que pode ser feita até mesmo dentro de casa.
A atividade física estimula todo o funcionamento do organismo, desde a cabeça até a planta dos pés e também ajuda a evitar doenças cardíacas, respiratórias, circulatórias, além de ajudar no funcionamento intestinal e da memória.
Procure um profissional da área, para lhe orientar qual atividade é mais adequada para você e como fazê-la.

3. A boa administração do tempo, hoje é uma das grandes questões, que atuam diretamente na saúde do indivíduo. Parece que nos tempos atuais as atividades multiplicaram-se, enquanto que o tempo foi reduzido ou está correndo mais rápido do que nós, o que provocado uma onda de stress e fadiga em todos.
É muito importante que saibamos distribuir o nosso tempo e quais são realmente as nossas prioridades. Todo indivíduo precisa do tempo do sono, do tempo das refeições, do tempo de ir ao banheiro, do tempo de trabalhar/estudar, do tempo de praticar atividades prazerosas, e do tempo de fazer nada, que é justamente o tempo onde se encontram as soluções dos problemas e se criam as idéias mais brilhantes.

4. Sim. Se você tem uma boa saúde psicológica, todo o seu corpo vai refletir isto.
Para a saúde do corpo, é essencial uma visão otimista da vida, ou seja, sempre encarar os problemas e as dificuldades do ponto de vista positivo. Mas, não me entenda mal, não é que você tenha que achar algo ruim bom, mas acreditar que para todo problemas existe solução.
Já foi provado cientificamente, que os pacientes que tem fé, alegria e esperança, ou seja, encaram a doença com otimismo, têm melhor recuperação e maior chance de cura, pois o Sistema de Defesa do Organismo desses pacientes é maior e mais eficaz.
Algumas frases sobre isto são clássicas e conhecidas de quase todo mundo e eu vou citar algumas.

“Mens sana in corpore sano (uma mente sã num corpo são) - é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.

“O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.“ Bíblia Sagrada - Provérbios 17:22.

“candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;” Bíblia Sagrada - Mateus 6:22.

Leia também um ótimo artigo sobre isso em: saude.abril.com.br/.../conteudo_507248.shtml

Procure um profissional especializado em tratar questões da alma, caso necessário, que pode ser desde alguém muito querido, até um profissional de saúde.


Texto Enviado pela Professora do Curso Assistente de Farmácia: Fernanda Bento – Sistema Novo – Unidade Guará II

Trechos da Palestra Motivacional Atitudes de Resultado com Prof. Heinz.



Vídeo enviado pela colaboradora Helena Conceição - agente comercial da Un. Ceilândia

Estratégias e Táticas de Negociação (Parte II)

Concessões
Em toda negociação, cada uma das partes está sempre tentando satisfazer suas necessidades, mas estas, como as impressões digitais, são sempre diferentes, o que significa que nem sempre a satisfação das necessidades para uma das partes implica a insatisfação para a outra.

Contudo, é possível a obtenção de resultados satisfatórios para todos os interessados se houver disposição das partes para compreenderem as reais necessidades e desejos, uns dos outros, e canalizar esforços para a descoberta de alternativas mutuamente benéficas. A busca de acordo exige que as partes façam concessões, que estejam dispostas a renunciar a um valor.

Ao invés da disputa competitiva, em que há satisfação de um lado em detrimento do outro, o consenso é esforço cooperativo na busca de soluções aceitáveis por ambas as partes. Ninguém entra em uma negociação para perder, mas é preciso admitir alguma perda como inerente ao processo. A intransigência, o não querer recuar um milímetro tem levado muitos projetos à bancarrota e muitas relações ao rompimento total.

Perder um pouco é uma tática para quem quer ganhar. Abrir mão do acessório para preservar o essencial é uma sabedoria necessária à negociação.

Negociar é fazer concessões; se você não está disposto a fazer concessões, o processo de negociação certamente se radicalizará.

Procure previamente definir que concessões fará, em que seqüência – a menos importante para a mais importante (considerando o ponto de vista do outro negociador) – e quais as conseqüências de cada concessão.

Eis algumas idéias sobre como fazer concessões.

• Deixe espaço para a negociação: sua oferta deve ser alta se você está vendendo, e baixa se está comprando; tenha sempre uma justificativa para sua oferta: evite extremos.
• Procure fazer com que a outra parte apresente idéias e argumentos em primeiro lugar.
• Procure fazer com que a primeira concessão venha de outra parte: se não for possível, inicie a concessão com algo acessório para você – mas que possa ser importante para a outra parte.
• Não conceda nada sem que o outra tenha lutado por isso, pois do contrário não valorizará o que recebeu.
• Não aumente as expectativas da outra parte concedendo demais ou muito rapidamente
• Quanto mais tarde o outro receber concessões, mais ele as apreciará
• Peça algo em troca de toda concessão que fizer.
• Ao fazer concessões, lembre-se que o dinheiro não é a única moeda que interessa à outra parte: poder, “status”, atenção; podem tambpem sensibilizar o outro negociador.
• Não tenha medo de manifestar firmeza: se você persistir em seu NÃO, a outra parte acreditará mais nele.
• Volte atrás se fez uma concessão inadequada no meio da negociação; lembre-se de que, embora isto não seja sempre desejárvel, é o aperto de mão final que sela a negociação, não necessariamente os acordos intermediários.

Uma concessão consiste numa revisão de posição anterior, a qual você sustentou e justificou abertamente. As concessões são necessárias para que seja possível chegar a um acordo; porem, tente se movimentar o mínimo possível. Os negociadores geralmente trabalham segundo a suposição de que a outra parte conheça e aderirá á convenção “dever movimentar”. O negociador habilidoso está sempre preparado para fazer a outra parte lembrar-se disto, ou para exercer pressão ou para salientar que ele não está observando as regras do jogo.

Tente sempre promover na outra parte uma disposição para realização de concessão do seguinte modo:

• Convencendo-os de que não poderão permanecer na posição atual:
• Inicie com concessões acessórias:
• Peça algo em troca em cada concessão que fizer
• Mostre-lhes a forma peça qual pode se movimentar sem perder prestígio - “nunca os situe em segundo plano”.
• Torne evidente que você também se movimentará em determinado momento
• Uma boa concessão é uma concessão sem importância – a ocorrência de deslocamentos maiores tornará difícil ao negociador manter uma posição de confiança e quase, com certeza, encorajará pressão adicional da outra parte para um movimento cada vez maior!

Impasses
Mesmo quando se procura manter a postura voltada para o consenso durante a negociação, é provável que as partes se defrontem com impasses, decorrentes de conflitos entre os negociadores.

O conflito exprime as divergências presentes nas interações dos indivíduos. Cada ser humano tem características específicas e apresenta diferenças na sua capacidade de lidar com tensões.

O conflito torna-se positivo, se bem administrado, dele podendo resultar inovações e oportunidades.

Se visto como um problema a ser solucionado, favorece um clima de estímulo à criatividade ao desenvolvimento de alternativas que viabilizem a sobrevivência do relacionamento.

Impasses ocorrem principalmente por falta de empatia e sintonia entre as partes, ou quando os ânimos se exaltam e a tensão toma conta do ambiente. Para tentar transpor o muro entre você e seu interlocutor, o ideal é sugerir um intervalo e retomar o processo outro dia. Aproveite para reavaliar suas expectativas e retorne à mesa com uma nova solução. Se a tentativa de acordo fracassar solicite a presença de uma terceira pessoa. Alguém imparcial que auxilie ambos os lados a reestruturar a negociação. Existe ainda um último recurso: ceder seu lugar a outro negociador.

“tenho dificuldade em lidar com gente muito arrogante. Quando estou diante de um tipo como este, peço a outro profissional para continuar a conversa.” Luiz Carlos Cabrera

E sabe qual é o cúmulo do impasse? É o ultimato, ou o famoso, É pegar ou largar. Negociadores experientes o usam para injetar urgência no processo. Algumas vezes, eles estão dizendo a verdade – existem outras ofertas, muita demanda e um prazo real a cumprir. Em geral, porém, não passa de encenação. Seja como for, o ultimato deixa pouca brecha para você contra argumentar.

Mas, se a negociação continuar sem corresponder ás expectativas, talvez seja hora de pendurar as chuteiras. “É melhor não fazer um acordo do que fechar um acordo ruim. O importante é deixar que seu interlocutor guarde uma imagem positiva de você para o futuro.” José Algusto

Superação de Impasses

Eis algumas técnicas a serem usadas quando ocorrerem impasses:

• Proponha uma pausa; não insista demasiado, procure sempre deixar uma saída honrosa para a outra parte: ela pode já estar convencida, mas não quer deixar a negociação como uma perdedora.
• Procure alterar a composição dos grupos negociadores, mude um membro do grupo, o líder do grupo, traga gente nova; às vezes o impasse decorre de um problema interpessoal.
• Mude as condições da negociação; maior prazo, uma vantagem adicional, altere esquemas de pagamentos etc. (sem alterar o valor envolvido).
• Mude o tipo de contrato, as especificações etc. (ex: Em vez de valor fixo, coloque em termos percentuais)
• Sugira deixar para mais tarde o assunto objeto do impasse prossiga a negociação, se possível, escolhendo um tópico pouco conflitante. É impressionante como 60 minutos depois o problema parece não ter existido.
• Proponha uma mudança de local, de modo a que as negociações prossigam durante o almoço ou outro local.
• Chame um mediador, uma terceira pessoa, embora incomum em nosso contexto, talvez possa dar certo.
• Pergunte a outra parte o que faria se estivesse em seu lugar, esta idéia certamente desanimará a outra pessoa e a colocará “trabalhando” para você.
• Use o humor, mas planejamento, é impressionante o que uma piada pode fazer para desanuviar um ambiente, especialmente se for relacionada com o assunto objeto do impasse.
• Procure não responder à agressões com outras agressões, contraponha emoções com fatos – dados concretos – mantenha a negociação no plano racional.
• Procure ouvir e faça sentir ao outro que você o está ouvindo, assim a causa do impasse pode ser superada.
• Enfatize sempre as concordâncias anteriores, nunca as discordâncias anteriores: o clima tenderá a melhorar.
Fonte: Retirado da apostila Excelência Profissional da Universidade Corporativa do Banco do Brasil.

Estratégias e Táticas de Negociação (Parte I)

Estratégia é a forma como se pretende atingir um objetivo previamente definido. Tática trata-se das ações que devem ser desenvolvidas para se implementar a estratégia definida.

Quando se trata de negociação, planejamento e estratégias durante a etapa da pré-venda usamos como referências três elementos fundamentais: informação, tempo e poder.

As táticas são as ações praticadas durante a negociação propriamente dita e, também, estão diretamente relacionadas com os elementos tempo, informaçãoe poder. Essas ações são meios para se alcançar os objetivos desejados e devem ser aplicadas conforme as condições peculiares de cada negociação e seus negociadores.

Não constituem “receitas” ou “Macetes” infalíveis, mas recursos que, se bem utilizados, poderão auxiliar na resolução de dificuldades ocasionadas por interferências que obstruam ou dificultem o processo de negociação. O uso inoportuno ou excessivo de táticas pode abalar a confiança, requisito indispensável à negociação.

É importante, ainda, considerar que os valores individuais estão sempre envolvidos no processo. Dessa forma, uma medida que parece ética para alguém pode não ser para o outro.

Quando uma das partes pode ter a iniciativa de utilizar-se de táticas; contudo, há sempre um risco e este deve ser avaliado em função dos resultados esperados, do estilo do outro negociador e das condições em que se dá o processo negocial. Em qualquer situação, elas devem ser encaradas como uma ferramenta do negociador.


*TÁTICAS RELATIVAS À INFORMAÇÃO: Admitem-se a possibilidade de que seu interlocutor não conceba, não saiba ou não perceba as coisas do mesmo modo que você.

Alguns exemplos:

- Simulação de cenários (o que aconteceria se...)
- Mudança de perspectiva (coloque-se no meu lugar...)
- Dissimulação (Não convém dar ênfase a esse aspecto...)
- Informação privilegiada (soube que...: sob o ponto de vista técnico...)

*TÁTICAS RELATIVAS AO TEMPO: referem-se à oportunidade ou ao momento psicológico em que 

se colocam premissas ou alternativas na perspectiva do outro negociador.

Alguns exemplos:

- Precipitar o desfecho (é agora ou nunca...)
- Adiar ( Vamos aguardar um outra oportunidade)
- Usar elemento surpresa (aceito sua condição...)

* TÁTICAS RELATIVAS AO PODER: neste caso, a negociação envolve sempre a mudança de 

condições atuais para condições desejáveis para os negociadores. Para que alguém mude, é necessário que sofra uma influência que seja maior que sua capacidade de resistir. Poder é a capacidade de provocar mudanças ou impedir que elas ocorram.

Alguns exemplo:

- Autoridade Total ( o que eu resolver será resolvido...)
- Autoridade limitada ( Meu limite de competência é...)
- Eximir-se de autoridades (Só posso decidir isso com o aval de...)

Objeções

Quando um homem (mulher) comum pensa seriamente em adquirir um produto ou serviço, imediatamente reflete sobre as razões de não fazê-lo. Isso acontece mesmo que ele já possua, no íntimo, o desejo de comprar ou que, praticamente, tenha se decidido a isso.

Objeções fazem parte da vida diária, significam interesse e têm grande utilidade. Se tratadas adequadamente, transformam-se em fonte valiosoa de informação e conquista de confiança.

As objeções ocorrem normalmente por desconfiança, desvantagens ou por desconhecimento em relação ao negociador, ao produto e/ou à empresa.

É fundamental que o negociador atente para a sua natureza antes de contra argumentar. Seria perda de tempo insistir nas vantagens de um produto se o cliente alimenta profundas restrições á empresa que você representa. Para identificar o tipo de objeção que o cliente está fazendo, é necessário que se ouça o que ele tem a dizer: Só assim será possível entender seus problemas e propor soluções.

Para facilitar o estudo das objeções, é possível agrupá-las de acordo com sua natureza sob a ótica do cliente:

OBJEÇÃO POR DESCONFIANÇA 

Aparece quando o cliente não acredita na empresa, no produto ou até mesmo no negociador. Acontece normalmente quando o sentimento de confiança não está sedimentado. Esta objeção deve ser eliminada por meio da postura do vendedor. A autoconfiança é fator decisivo na argumentação. Se possível, apresente provas que confirme os argumentos.

OBJEÇÃO POR DESVANTAGEM 

Surge quando cliente percebe uma real desvantagem no produto e/ou serviço oferecido. Normalmente, aparece quando o vendedor não identificou adequadamente a necessidade do cliente ou esqueceu um benefício importante. A contra-argumentação, neste caso, deve ser feita com a apresentação de outros benefícios agregados ao produto.

OBJEÇÃO POR DESCONHECIMENTO 

Acontece quando o cliente desconhece ou não compreende os benefícios do produto e serviço. É necessário, portanto, prestar todos os esclarecimentos para eliminar a incompreensão, contra argumentando com a explicação correta sobre os benefícios do produto.

OBJEÇÃO CIRCUNSTANCIAL  

Ocorre quando algum imprevisto dificulta o prosseguimento da negociação, normalmente por contingências associadas à falta de tempo, à condição financeira, à conjuntura do mercado ou ao poder decisório. Diante deste tipo de objeção, deve-se ter sensibilidade, para certificar-se de que não se trata de uma tática do cliente, e deve-se procurar agendar novo contato para ocasião oportuna.

COMO LIDAR COM OBJEÇÕES
Ouça o cliente: Ouvir é uma das etapas mais importantes no processo de venda. O vendedor deve ter toda sua atenção voltada ao cliente, deve-se perguntar e acima de tudo, entender muito bem as respostas, para conhecer a necessidade, o desejo ou a vontade do comprador, bem como sua disponibilidade de gasto.

Jamais interrompa o cliente

Jamais discuta com o cliente

Jamais ria das palavras do cliente

A confirmação do entendimento da objeção é importante porque mostra ao cliente que ele está sendo ouvido com atenção, que há preocupação com os seus sentimentos e interesse na resolução de seu problema.

Deve-se tirar proveito das objeções mais comuns, transformando-as em pontos de venda. Verifique quais são as objeções mais freqüentes – pois, em geral, são sempre as mesmas – e prepare a argumentação. Uma vez que muitas das objeções não são originais, os esforços do vendedor ficam muito mais simples, pois elem pode concentrar-se em dar forma tão dramática quanto possível a uma resposta que lhe já é familiar. Além das resposta preparadas, o vendedor, à medida que adquire prática, vai reunindo fatos da sua experiência pessoal, que lhe permitem argumentar com entusiasmos sincero e convincente.

Fonte: Retirado da apostila Excelência Profissional da Universidade Corporativa do Banco do Brasil.

Estratégias (certeiras) de Vendas!

Com ciclos de venda cada vez mais longos, seus concorrentes têm mais oportunidades de aparecer e "roubar" clientes. Hoje em dia um vendedor deve ter um forte impacto inicial no seu prospect para que a mensagem permaneça forte na sua mente. Isso requer técnicas e estratégias inovadoras para muitos que já trabalham com vendas.


A tarefa mais difícil ao vender hoje é convencer o cliente de que ele quer fazer negócios com você. Sem conseguir este objetivo crítico, a maioria das visitas e apresentações vai falhar e não produzir vendas.

Segundo John Graham, consultor norte-americano, existem 12 técnicas para fazer com que os clientes escolham você. São 12 ímãs que, juntos, vão atrair os clientes para seu lado:

1. Crie os clientes primeiro: Existe um mal-entendido (principalmente entre gerentes comerciais) sobre o fato de que um prospect se torna um cliente depois do primeiro pedido. Para maximizar seu potencial de compra, prospects devem transformar-se em clientes antes que a venda ocorra. Se isso não acontecer, o foco principal torna-se o pedido, com o preço no centro da transação. A tarefa do vendedor é trabalhar para transformar "compradores" em "clientes", com quem uma relação continuada pode ser estabelecida. Isso significa dar-lhes a oportunidade de se dedicarem a fazer negócios com você.

2. Encontre o conceito-chave do cliente: Quando faz uma visita, a maioria dos vendedores está tão concentrada nos seus próprios interesses que lhes falta a habilidade para descobrir o que motiva aquela pessoa a comprar. Quando isso acontece, a venda não ocorre porque o prospect sente a falta de interesse do vendedor no seu negócio. Não importa qual o seu ramo de atuação, venda sempre idéias. Faça um esforço intenso para descobrir o que "agarra" o cliente. Se você não for percebido como alguém que ajuda os clientes a atingirem seus objetivos, suas chances de conseguir um pedido serão virtualmente nulas. Uma vez que você descubra o conceito-chave (os resultados que um cliente deseja alcançar), então o cenário da venda se desenrola mais facilmente, porque fazer negócios com você significa para o cliente conseguir os resultados almejados.

3. Visite primeiro quem ligar primeiro: Seu tempo é valioso demais para ficar procurando prospects. Você quer passar o dia procurando agulhas num palheiro? Não faz sentido, porque não tem resultados. Lembre-se: se os seus clientes o vêem como expert, alguém que agrega valor aos seus negócios ou suas vidas, eles mesmos vão procurá-lo para comprar. Invista seu tempo dando a prospects e clientes a oportunidade de experimentar em primeira mão seu conhecimento e capacidade. Isso vai fazer o telefone tocar constantemente.

4. Faça a venda antes da apresentação:
Alguns vendedores podem dizer que a venda vem depois da apresentação. Isso pode ter acontecido no passado, mas as coisas são diferentes hoje. Vender é um negócio onde o timing é tudo. Espere para fazer sua apresentação até ter certeza de que o cliente já fez a decisão de compra. Pense na sua apresentação como a cobertura do bolo, o ponto culminante do seu processo de vendas.

5. Faça mais perguntas: Muitos vendedores acham que dizer tudo o que sabem acaba impressionando o cliente. Errado. A verdade é exatamente o contrário. A única maneira de assumir o controle de uma situação de vendas é fazendo perguntas. Você revela todo seu conhecimento e sua preocupação com o cliente fazendo perguntas. Fazer perguntas demonstra que você entende do que está falando. E você pode esperar muito menos objeções quando você investe mais tempo perguntando. Objeções são na verdade sinais de desconforto. Ao fazer perguntas, você ajuda o cliente a desenvolver o nível necessário de conforto para a tomada de decisões sem pressão ou distrações.

6. Crie um ambiente comprador: Não entre numa situação de venda preocupado com o que você deseja conseguir. Focalize sua atenção totalmente no cliente. Evite pensar em "fechar a venda". Crie uma atmosfera na qual o prospect venha até você e o perceba como uma autoridade no assunto. Seu objetivo é deixar o cliente tão satisfeito que a venda se torne inevitável. A maioria dos vendedores quer guiar o cliente de forma a conseguir um resultado pré-programado. Um ambiente que permite ao cliente tomar uma decisão positiva de compra é justamente o contrário. Clientes devem sentir-se no controle e livres para exercitar seu poder de decisão, baseando-se no máximo de informação possível.

7. Clientes compram o que você sabe:
Vendedores podem se confundir quando o assunto é descobrir se uma venda já está fechada. Uma venda ocorre quando o prospect acredita totalmente na sua mensagem, no que você está dizendo. Esse é o momento no qual a venda foi fechada, mesmo que a confirmação do pedido demore horas, dias, semanas ou meses. É o conhecimento do vendedor que confirma a venda, muitas vezes bem antes de realmente haver um pedido. Ao entender este processo, você pode identificar quando você fez a venda - e realizar o follow-up de maneira cuidadosa e apropriada -, até que saia realmente o pedido.

8. Apele sempre para um sonho: Sempre que um cliente compra algo, ele acredita que a transação fará uma diferença em sua vida, que alguma coisa boa acontecerá por causa daquela ação. Pensar em algo que você vende como uma commodity é minar seu sucesso em vendas. Nenhum cliente quer pensar numa geladeira ou num sistema sofisticado de comunicações como um produto. Para motivar seus prospects, assegure-se de que eles entendem como essa compra fará uma diferença em suas vidas.

9. Deixe eles participarem de seus próprios segredos: Todo cliente tem um segredo. "Você realmente quer que sua empresa seja a melhor, não é mesmo?" ou "Seu objetivo é passar a concorrência e permanecer na frente, não é?". O vendedor competente ouve as mensagens e não apenas as palavras. O que é que o cliente está realmente dizendo? Quais são os resultados que o cliente quer realmente conseguir realizando esta compra? Essas são informações importantes porque são motivos de compra. Dê a seus clientes feedback sobre como você vê os objetivos deles. Significa que você ouviu, prestou atenção e que realmente se importa.



10. Crie emoção para fechar vendas: O "fechamento emocional" é o único que realmente conta, então esqueça aquelas velhas técnicas de fechamento. Seja a venda rotineira ou única, pequena ou grande, o cliente deveria ter uma sensação boa ao comprar, um clímax. Visualize como você quer que o cliente se sinta, uma vez que o negócio esteja fechado. Conseguir o pedido é tudo para você, mas é justamente aí que o cliente pode começar a ter sensações diferentes, pensamentos confusos e dúvidas sobre a sabedoria de sua decisão. Acontece o tempo inteiro. Seu objetivo é convencer seus clientes de que tomaram a melhor decisão possível. Se o cliente se sentir abandonado, após fechado o negócio, você terá problemas no futuro. A tarefa do bom vendedor é garantir que o cliente sinta-se bem com a compra.

11. Todo prospect é um cliente: Nem todo prospect comprará no momento em que você gostaria, mas isso não deveria impedi-lo de pensar em cada um deles como clientes ativos. Fique por perto e cultive seus prospects - mesmo aqueles que não comprarem depois da sua visita ou apresentação. Leve-os a sério e tenha paciência.

12. Venda sua empresa, não apenas você mesmo: Os melhores profissionais de vendas sabem que a estrutura da empresa para a qual trabalham é a chave do sucesso. Mesmo que a importância do vendedor como indivíduo seja enorme, o papel das empresas vem aumentando dia a dia. Prospects querem saber com quem estão lidando. Não querem cometer um erro e ficar de mãos abanando, sem serviço ou suporte. Por isso vendedores e empresa devem ser um time.

Estas 12 estratégias definem claramente o processo da venda. Então não perca tempo com atividades inúteis. Use as estratégias certas e você venderá mais.

Competências Profissionais

No mercado de trabalho somos constantemente observados e avaliados. Nada escapa aos olhos de nossos colegas de trabalho, parceiros e gerentes. Por isso é importante observarmos certas competências cobradas pelas organizações.

Pontos indispensáveis ao bom profissional: 

a)    Conhecimento Técnico -  Possuir conhecimentos necessários ao desempenho do cargo, tais como > Produtos e serviços oferecidos pela empresa, microinformática básica, processamento de papéis, etc.

b)   Comunicação – Expressar-se com facilidade e segurança, de forma oral e escrita, externado opiniões com clareza, coerência e objetividade.

c)    Cooperação – Manter-se acessível e disponível à equipe, demonstrando lealdade e interesse em somar esforços.

d)    Criatividade – Produzir formas originais de atuação e de resolução de problemas específicos, visando especialmente ao bom atendimento da clientela.

e)    Dinamismo – Selecionar alternativas e implementar soluções para problemas identificados, mostrando entusiasmo, iniciativa e decisão perante as responsabilidades do cargo.

f)      Organização – Ordenar suas tarefas e estruturar os recursos disponíveis, visando à realização dos trabalhos, de acordo com as condições preestabelecidas.

g)    Postura profissional – Identificar-se com a profissão, buscando constante aprimoramento, assumindo, cada vez melhor, suas responsabilidades, pautando –se por valores como> Interesse, dedicação, disciplina, integridade, observância às leis e aos regulamentos, respeito aos costumes da comunidade, sociabilidade e zelo.

h)   Relacionamento > demonstrar, nos contatos com colegas e clientes, interesse, empatia e sensibilidade às suas necessidades, bem como habilidade negocial em situações delicadas.

i)      Senso Crítico > Analisar situações e emitir conceitos, idéias, críticas e sugestões, com objetividade e sensatez, considerando o contexto em que está inserido.

Homeopatia é diferente de Fitoterapia? Descubra a seguir

Em nosso curso de Assistente de Farmácia, temos a disciplina Terapias alternativas e Fitoterapia, que contempla um módulo de 32 horas. Mas antes de iniciar o curso é natural diversas dúvidas.  Esclareça já, algumas de suas dúvidas sobre Homeopatia, esta Terapia Alternativa tão difundida. 

1)               Quais são as vantagens da homeopatia?

A homeopatia não é uma terapia miraculosa, mas costuma ser uma alternativa para quando os tratamentos convencionais não funcionam.
Segundo especialistas, essa é uma forma de tratamento que contempla a totalidade do ser humano e não apenas as doenças isoladas. Além disso,  é um tratamento menos agressivo que atua pelo estímulo energético e não pelo efeito químico de drogas, e pode ser curativo ou preventivo. Não existe contra-indicações, para esse tipo de tratamento, mas em caso de doenças graves, ele deve ser adotado apenas como mais um aliado – não convém recorrer à homeopatia como substituta aos tratamentos tradicionais.

2)               Em geral o tratamento demora mais que o convencional?
     Os resultados do tratamento podem demorar mais ou menos tempo para se efetivarem. Mas há diferenças entre o tratamento de uma doença aguda e o de uma doença crônica. Nas doenças agudas, a melhoras do paciente costuma ocorrer muito mais rapidamente do que quando tratado com drogas ou medicamentos alopáticos (tradicionais). Já no caso de doenças crônicas, a melhoria é lenta e progressiva. Por outro lado, do ponto de vista alopático, esse tipo de doença nunca termina e prolonga-se até a morte do paciente. Sendo assim, o tratamento homeopático, mesmo que dure dois ou três anos, é muito mais rápido se surtir efeito.






3)          O que eu posso tratar com  homeopatia?
Os problemas que mais levam as pessoas a procurar esse tipo de tratamento são aqueles com freqüência recorrência, com alergias, reumatismo, fadiga crônica, problemas psicológicos(Insônia, depressão, dificuldade de concentração), respiratórios (asma, bronquite) digestivos, gripes e resfriados. A terapia homeopática pode auxiliar no controle e na remissão das crises, havendo casos em que se chegou até ao desaparecimento dos sintomas. Em uma enquete realizada na Europa com pessoas que já recorreram a tratamentos homeopáticos, grande parte dos entrevistados relataram melhoras em problemas de ordem geral, poucos específicos ( mal-estar e cansaço, por exemplo).

2  4)A homeopatia trata de doenças como câncer e Aids?
A homeopatia não trata diretamente essas doenças, mas apenas alguns de seus sintomas. No caso do câncer, o que os homeopatas afirmam que o tratamento faz com sucesso é proporcionar uma grande melhora no estado geral e reduzir o sofrimento dos pacientes terminais. Algumas técnicas da homeopatia, associada a outras terapias, têm dado maior conformo e prolongado o tempo de vida de pessoas com a doença. Mas o prognóstico para os pacientes portadores de câncer em estágio avançado é muito restrito, independente da técnica terapêutica empregada. Com relação à Aids, o progresso que se vem conseguindo, ainda segundo especialistas da área, é no retardamento da aparição dos sintomas – ou sjea, ajudando a manter a imunidade por mais tempo.

  5)Uma vez que se inicia o tratamento homeopático, deve-se tomar o medicamnto para o resto da vida?
Nem sempre. O tratamento começa com uma grande freqüência de doses mas, com o controle dos sintomas e a melhora clínica do paciente, os intervalos entre as dosagens vão aumentando. A maioria das terapias homeopáticas visa evitar que as doenças ocorram (prevenção), mantendo o paciente em um estado de saúde estável. Assim, caso os sintomas não voltem a se manifestas, os medicamentos podem acabar sendo suspensos.
    6)Preciso de alguma receita para tomar homeopatia?
Existem alguns medicamentos homeopáticos que podem ser comprados sem receitas nas farmácias, mas para vários deles é necessária uma prescrição médica. Há uma falsa idéia de que, pelo fato de ser natural, a homeopatia pode ser usada de forma indiscriminada. Deve-se saber, entretanto, que, mesmo na homeopatia, a auto-medicação pode não resolver o problema e até causar outro.
 
7) Todo medicamento Natural é considerado Homeopatia?
O uso de ervas e chás não é homeopatia, e sim, fitoterapia. Quando se faz uso de ervas, geralmente, utiliza-se água quente para extrair o princípio ativo e, em seguida, o chá é tomado. Na homeopatia, primeiro extrai-se o princípio ativo, depois ele é diluído e agitado (dinamizado) para, segundo os homeopatas,  agregar potência (energia) à substância. Chama-se de “potência” o número de vezes que a substância foi dinamizada: quanto mais dinamizado, mais potente é o medicamento. As principais formulações farmacêuticas são os glóbulos (esferas brancas feitas de açúcar) e  é a forma líquida, mas há, ainda, prescrição em comprimidos, pastilhas e pó. O médico pode também prescrever o medicamento no “método plus”, que consiste em diluir gotas ou glóbulos em um copo com água e tomar a mistura depois de agitá-la.


O outro lado da moeda
                                                                Algumas entidades condenam a homeopatia como “heresia e engodo do paciente”. Vários experimentos tentaram comprovar  os efeitos dos medicamentos homeopáticos. No entanto, nenhum resultado que pudesse conquistar a confiança da comunidade científica foi alcançado até agora.
Alguns estudiosos sustentam que o sucesso da homeopatia não se deve ao efeito dos remédios, mas à orientações sobre estilo de vida que o homeopata dá durante as longas consultas, da relação de confiança entre médico e paciente, e na crença no medicamento. Em muitos casos, a simples expectativa positiva do paciente pode reduzir a sensação de dor.

 (Fonte: Extraído do Artigo publicado na revista PRO TESTE ano VI – número 57)

OS TIPOS DE PERSONALIDADE HUMANA

  É difícil constatar que suas escolhas se baseiam mais em atitudes repetitivas do que num verdadeiro livre arbítrio. Por essas razões, descobrir-se numa determinada tipologia de personalidade pode ser, inicialmente, uma experiência chocante. Mas, à medida que se identificam as fraquezas, certamente fica mais fácil superá-las. É, por isso, que o estudo da personalidade se torna fator fundamental na condução de trabalhos de formação de equipes. Sem a escolha das pessoas adequadas para tal composição, pode-se estar fadado ao insucesso. Diante disso, expõem-se, abaixo, os tipos de personalidades definidos no estudo do professor Nelson Marinz de Lyra, denominados Eneagrama, a fim de que, posteriormente, se faça uma relação com os resultados das equipes.

Faça uma análise e descubra qual o ser perfil:


O perfeccionista ou empreendedor

Este tipo tem um grande objetivo de vida: não errar. De preferência, nunca. É fixado na ordem e na perfeição, mas, geralmente, sente-se preso na imperfeição. Acumula inúmeros projetos ao mesmo tempo e, quando finaliza um deles com uma qualidade desejável, acaba não se perdoando. Dificilmente
o perfeccionista vai relaxar. Ao contrário, seu alto grau de exigência com relação a ele mesmo e aos outros o faz permanecer em constante estado de alerta. Este tipo tem um caráter inabalável: é norteado pelo pensamento correto e pela ética. Por outro lado, é comum sentir-se moralmente superior e no direito de censurar os outros. Os verbos preferidos de pessoas com este tipo de personalidade são “dever”, “precisar” e “ter de”.

Focos de atenção

a) Na busca da perfeição, esquiva-se do erro e do mal.
b) É impulsivo e seu impulso tem pouca duração.
c) Enfatiza virtudes práticas como trabalho, economia, honestidade e esforço.
d) Por ser empreendedor, pode chegar a ser um workaholic contumaz, tendo dificuldade deharmonizar família com o trabalho, o que o leva a bloquear sentimentos inaceitáveis.
e) Quando suas necessidades não são satisfeitas, pode, inconscientemente, sentir raiva e ressentimento.
f) Não raro, o perfeccionista pode assumir pensamentos maniqueístas, levando-o a uma posturaintransigente, em que não há meio-termo. Deixa de ser professor, que é uma de suascaracterísticas, e passa a ser pregador, por vezes irritando o ouvinte.
g) Quando criticado, por mais que assuma uma nova postura, pode ficar ressentido por anos.

O dador ou prestimoso/prestativo

Pessoas com este tipo de personalidade concentram-se nas necessidades dos outros – o que não quer dizer que toda essa disposição em ajudar seja totalmente desinteressada. Ainda que seja sob a forma de afeição e aprovação. Serem amadas e apreciadas é uma questão fundamental para pessoas
com essa personalidade. Para isso, dão apoio, agradam, são conselheiras e prestativas. Obviamente, têm facilidade extrema para atrair pessoas para próximo de si, possuindo um excelente poder de relacionamento. Dessa forma, seu empenho acaba por torná-las presença indispensável em vários círculos de relacionamentos. Têm uma coleção de “eus”, que vai mostrando conforme a pessoa com quem serelaciona. Possuem dificuldades no processo de tomada de decisão e não gostam de assumir lideranças, por isso apóiam as pessoas que as têm.

Focos de atenção

a) Para agradar aos outros, muitas vezes, abre mão de suas próprias necessidades. Aliás, nem sempre as vê.
b) Ao mesmo tempo, sente-se confinado pelo apoio que dá aos outros.
c) Vê como única forma de ganhar ou reter o amor de alguém adaptar-se aos seus desejos.
d) Não raro, manipula através da empatia que cria por sua postura solícita.
e) Como “recompensa”, por satisfazer as necessidades alheias, exige sua afeição e aprovação e, caso não as tenha, pode entrar em processo de hostilidade e de mártir.

O “desempenhador” ou bem-sucedido

Não há outro tipo de pessoa mais dedicada ao trabalho do que esta. De acordo com HURLEY e DOBSON (1995) pessoas com este tipo de personalidade “(...) reprimem o seu desejo por relacionamentos de maneira que possam sustentar uma relação harmoniosa com o mundo.” Para elas,
o amor vem através de suas realizações e da imagem. Vêem o mundo como desafio, por isso, destacamse em tudo o que fazem e não há obstáculo que as impeça de seguir adiante em seus objetivos. O espírito competitivo faz do “desempenhador” um líder eficiente – o que vem a coincidir com seus
anseios, pois quer ser o primeiro, liderar, aparecer. É organizado e eficiente. Esse verdadeiro mestre em aparência confunde o “eu real” com a identidade profissional e pode perder de vista seus sentimentos,
já que o trabalho se torna um subterfúgio para tudo.

Focos de atenção

a) Empreendimento: produtividade e desempenho. Objetivos: tarefas e resultados.
b) Buscam a eficiência com fator de vida e temem o fracasso, pensando que este fará com quepercam o respeito e a reputação.
c) Pouco contato com a vida emocional. O coração dos “desempenhadores” está no trabalho;
d) São mestres na arte de disfarçar, mudando de postura, imagem ou papel tão rápida eperfeitamente como um camaleão.
e) O bem-sucedido corre o risco permanente de iludir-se sobre si mesmo, acreditando passaruma boa imagem.

O romântico ou individualista ou original

O individualista é emotivo e focaliza a sensibilidade nas próprias necessidades e sentimentos.
 Tudo que se refere ao romântico remete à introspecção, ao mundo interior. O sentimento de utopia acompanha sua trajetória, que almeja sempre o inatingível. Fica espremido em sentimentos superalimentados e mal-podados, o que dá, então, para entender porque sua vida se torna monótona, quando as coisas acontecem conforme o previsto num script. No lugar do convencional, prefere o criativo. Nessa busca, encontra-se, freqüentemente, com o sofrimento – sentimento que exerce fascínio sobre esse tipo romântico, mas também trágico. Quando em grupos, age como sugador de energia.

Focos de atenção

a) Desprezo pelo lugar-comum e pela superficialidade de sentimentos.
b) A forma que encontra para enaltecer o lado comum da vida é por meio da perda, da fantasia, dos vínculos com a arte e dos atos dramáticos.
c) Os relacionamentos dos românticos seguem o ritmo instável do “ata-desata-reata”, já que
quer sempre o melhor daquilo que está ausente.
d) Esse tipo extremamente sensível é também um grande apoio para pessoas em processo de dor ou crise.

O observador

O observador é um tipo que se protege das emoções fortes, principalmente quando envolvem outras pessoas. Ele tem como meta a objetividade, possui facilidade em produzir análises mentalmente claras e confiáveis e, diante de novas situações, capta as informações necessárias, compilando-as de forma isolada e reconstruindo a situação de acordo com a sua ótica. Pessoas com este tipo de personalidade, decididamente, são individualistas e preocupadas em manter intacta a sua privacidade e evitar o contato mais estreito. Ao se verem em público, sentem-se afastados das pessoas, permitindo-se às emoções somente quando está sozinho. Sua postura distanciada faz dele o próprio observador.

Focos de atenção

a) Valoriza o domínio emocional. Prefere eventos estruturados, nos quais sabe, antecipadamente, todos os passos e a direção a seguir, evitando expor-se.
b) Organiza os vários aspectos da vida em compartimentos separados, pois, na sua visão, não há ligação entre eles.
c) Assiste à vida do ponto de vista do espectador. Além da noção dos acontecimentos, essapostura pode trazer-lhe uma sensação de isolamento.
d) Minimiza o contato para evitar o medo e a paixão.

O patrulheiro ou protetor ou legista

As dúvidas são a sombra deste tipo, que passa a vida questionando se o amor e a felicidade existem.
Um medo de acreditar e ser traído coloca o patrulheiro sempre em estado de alerta, razão pela qual aentrega não encontra espaço em nenhuma circunstância. Suas ações estão sempre dentro das leis, normas e regulamentos, o que faz com que, muitas vezes, seja moroso no processo decisório. Além disso, ao invésde agir, pensa e, por vezes, perde oportunidades. Isso explica o fato de ter seu crescimento pessoal
truncado. O lado positivo é que, quando bem empregada, a mente questionadora produz clareza de propósitos. Também identifica-se com as injustiças sociais e coloca-se com disposição para trabalhar por uma causa em que acredita. Quando erra, passa todo o tempo seguinte tentando justificar o erro.

Focos de atenção

a) Mentalmente, o legista funciona com um “Sim, mas...” ou “Isso pode não dar certo”.
b) Ele tem medo de admitir a própria raiva e tem medo de enfrentar a raiva dos outros.
c) O patrulheiro não convive bem com a autoridade, podendo, algumas vezes, rebelar-se contra ela.
d) Para o protetor, o mundo é repleto de ameaças.
e) Sua natureza questionadora leva-o a ver adiante do que normalmente as pessoas vêem: ele é capaz de identificar as verdadeiras motivações e as intenções ocultas que influenciam os relacionamentos.
 
O epicurista ou sonhador ou generalista

Esse verdadeiro gourmet da vida tem o poder de reunir em torno de si o lado volátil das coisas. Ele quer ser um eterno jovem, possui elevado grau de energia e motivação e é intuitivo. É um amante volúvel que evita responsabilidades. Sua grande dificuldade está em finalizar coisas que, por sinal, inicia com a maior desenvoltura e entusiasmo. Compromissos também representam um problema para o epicurista, assim procura neutralizá-lo deixando à sua disposição várias opções em aberto. A atração ao prazer é uma forma de escapar ao sofrimento.

Focos de atenção

a) Sempre aberto a coisas novas, busca projetos interessantes para se envolver, porém tem dificuldade de levá-los adiante.
b) O prazer é o seu refúgio contra o lado da vida que considera “negro” (responsabilidades,
sofrimento, compromissos, envolvimentos mais profundos...).
c) Usa seu charme e talento para criar um clima amistoso com as pessoas. Mas, no fundo, é um medroso.
d) O sonhador dá o seu reino para evitar confrontos, mas, quando eles acontecem, dá um jeito de sair pela tangente.
e) O epicurista tem uma capacidade incrível de achar conexões, paralelismos e ajustes que
ninguém vê e um talento para a síntese não-linear das informações.

O patrão ou confrontador

Aquele tipo “paizão”, super protetor e controlador é o retrato do confrontador, não por acaso, também denominado “o patrão”. Ao contrário do patrulheiro, esse tipo adora uma briga. No ambiente de trabalho, certamente será aquele que luta pelos companheiros. Aproxima-se do líder de um grupo com facilidade e, caso deseja estar nessa posição, inicia o combate. Se não a quer, respeita a pessoa que a tem. É comum ver confrontadores em postos de comando e, em geral, revelam-se líderes capazes de usar o próprio poder com sabedoria. No amor, porém, usa o argumento da proteção para manter o poder e o controle da situação.

Focos de atenção

a) Os confrontadores se preocupam com a justiça, mas desprezam a fraqueza, nem conseguemencarar as próprias.
b) O patrão é um exagerado no estilo pessoal.
c) Para ele, é tudo ou nada. Isso leva-o a perceber as situações em pontos extremos.
d) Como tem dificuldade de controlar os impulsos, necessita estabelecer limites.
O mediador ou “preservacionista” ou pacificador
Os dois lados de uma mesma questão estão sempre presentes na vida de pessoas com este tipo de personalidade. Deseja possuir uma relação harmônica com o mundo, sendo, dessa forma, grandes pacifistas. Sua capacidade de ver sob um ângulo de 360 graus, torna-o precioso, um sábio na arte de apontar soluções. Uma forte necessidade de agradar as outras pessoas leva o mediador, muitas vezes, a esquecer seus próprios desejos. Não é exagero dizer que este tipo conhece melhor desejos e necessidades dos outros do que os próprios. Se é solicitado para ajudar, está ali presente prontamente – desde que não exijam dele uma postura. Equilibra-se em cima do muro. “Sim”, “talvez”, “muito pelo contrário”’ são expressões que fazem parte do seu repertório.

Focos da atenção

a) Facilmente substitui necessidades essenciais por coisas desnecessárias.
b) A pessoa com esta personalidade enfrenta dificuldades nas mudanças. Para ela, é mais fácil
saber o que não quer do que o que quer.
c) O “preservacionista” não consegue dizer não. Tomar iniciativas quanto à separação também
é motivo de angústia para ele.
d) Perde o senso com facilidade e, para amortecer a energia física e a raiva, desvia-se para trivialidades.
e) A dificuldade de assumir uma posição pessoal também desenvolve a capacidade de identificar
o que é essencial para a vida de outras pessoas, podendo, assim, ajudá-las.

(Autores: Apostila sobre TRABALHO EM EQUIPE:  Adriano Milton Preisler  Jadson Alberto Borba Júlio Cesar Battirola - Fonte dos autores: Instituto Eneagrama.)